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28 setembro 2003

Frase publicitária que sobrevive ao tempo

"Sempre que expomos um modelo ... no cabide, alguém o leva. Assim, vai ser difícil fazer publicidade!"

Tal como alguns sinais de trânsito nas nossas cidades...

25 setembro 2003

Notas da blogosfera

Eu não Desejo Casar. Eles sim... alguns. Com opiniões originais... quase dignas das nossas coincidências.

Merece nosso destaque, a peça com o título "Nisto sou esteta", de 23 de Setembro. Um bom argumento que carece de adaptação ao cinema!!!

Nós temos uma resposta para a pergunta que é colocada: "Não foi para isso! Foi para poderem participar no BB!"

Um ministro candidato ao Leão de Platina

Li numa notícia que "Theias teceu ainda algumas considerações sobre a reportagem da RTP1, considerando que as imagens transmitidas são 'lamentáveis, porque podem até ser traumatizantes para as crianças'.

Essa foi de leão, sem dúvida!!!... saber que tanta coisa vai mal na sua área, com a gravidade que se testemunhou... e o senhor pensa que a denúncia destes casos traumatiza as crianças... que à hora da emissão da reportagem já deviam estar na cama!

Mas é agradável saber que o senhor ministro lê os jornais. Como é quase diária a frequência com que surgem notícias sobre os traumas das "crianças" vítimas dos abusos da Casa Pia, pensou que o argumento se enquadraria neste assunto, também...

Senhor Ministro, isso deve ser da pressão dos media. Está a precisar de dar mais um passeiozinho até à Câmara Municipal... para descomprimir e respirar o ar puro da capital. No regresso, faça-nos um favor, use os transportes públicos para ver se melhoram.

E cuidado, senhor ministro! Pelo sim, pelo não, leve um veterinário consigo! Andam leões à solta na cidade... mas não devem fazer mal a ninguém até ao fim-de-semana porque ontém tiraram a barriga de misérias e ganharam 2-0 aos suecos. Está com sorte!

Última hora:
Certamente por engano do carteiro, recebemos um telegrama, que pensámos ser para si. Diz assim:
ENGENHEIRO AMILCAR STOP SUA CANDIDATURA PARA LEAO DE PLATINA CATEGORIA MELHORES FRASES SEMANA ACEITE STOP

23 setembro 2003

Gonçalves vs Tó

O Gonçalves gostava de beber uns copos na tasca do Aníbal. Em tempos havia sido amigo do Tó, um antigo colega da claque do clube da terra. Eram grandes companheiros das farras...

Agora, algo perturbava o relacionamento entre os dois. Gonçalves, que viajava de autocarro, via regularmente o Tó andar em viatura própria. Sabendo que ambos não tinham grandes meios financeiros, Gonçalves incendiava só em pensar que o outro havia conseguido adquirir um bem tão precioso.

Um dia, testemunhou uma pequena discussão entre Tó e a mulher. Tó excedeu-se e, no calor da discussão, deu uma sonora bofetada na companheira, que o abandonou de imediato e se dirigiu para casa.

Gonçalves, nessa noite, comentou na tasca o sucedido e garantiu que os "maltratos continuados" de Tó à mulher não iriam continuar. Ele iria intervir e pedia o apoio dos companheiros dos copos para essa árdua e perigosa missão. Quase todos usaram o nobre ditado "Entre marido e mulher, não metas a colher", para se esquivarem.

Uma semana depois, Gonçalves e outros três copofónicos arrombaram a porta da casa do Tó, partiram tudo o que encontraram, assustaram a pobre coitada da mulher e dos filhos, deram uma valente sova ao homem e expulsaram-no. Depois, passaram a vigiar a casa, esperando que o dono voltasse. Mas não voltou.

Dia após dia, Gonçalves e os companheiros foram sendo acusados, pela mulher e pelos filhos do Tó, de não os deixarem viver a sua vida em paz, de os impedirem de ganhar a vida sem sobressaltos, de os vigiarem em excesso.

Gonçalves passou, então, a transportar a mulher do Tó, na tão cobiçada viatura, como se de um troféu de guerra se tratasse.

O recheio da casa do Tó havia ficado destruído e a mulher deste não tinha meios para o recuperar. Gonçalves e os seus amigos também não tinham que chegasse para os copos habituais, quanto mais para reparar os danos do assalto.

A solução foi começarem a pedir ajuda na tasca, para repararem os danos que haviam infligido na família do Tó... mas ninguém se mostra disponível pois consideram que "quem destruíu, que repare".

Gonçalves acaba de beber uma imperial, abre o jornal e lê: "Discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas: Bush pede ajuda à ONU na reconstrução do Iraque".

Fecha o periódico e comenta a quem o podia escutar: "Estes americanos são uns bandidos, uns terroristas, uns criminosos!"

A recusa do óbvio

“O primeiro-ministro recusou terça-feira ver, na escolha do ministro dos Negócios Estrangeiros holandês para secretário-geral da NATO, uma derrota da diplomacia portuguesa por não ter conseguido a formalização da candidatura do português António Vitorino.”

A minha opinião é coincidente com a do senhor Primeiro-Ministro. António Vitorino faz mais falta em Portugal!

É Durão Barroso no seu melhor. Se o Governo muda entretanto, há que arranjar um sucessor com caparro, para que a humilhação não seja maior.

O homem tem mesmo uma visão do país até 2010.

No maior partido da oposição, a reacção de alguns foi contrária. Conforme escutámos de uma das suas conversas por telemóvel: “Isto é um contratempo! Mais um candidato à liderança do Partido no próximo Congresso! Muda de móvel e liga-me para outro, para ajustarmos a estratégia.”

22 setembro 2003

O que eles dizem... sobre transportes públicos

Ministro do Ambiente:
"para serem melhores é preciso serem utilizados"

Utentes:
"para os usar, têm de ser mais cómodos, silenciosos, seguros, cumpridores de horários, mais frequentes e conduzidos por motoristas cuidadosos, sóbrios e educados."

Em que ficamos?
Mais... no Dia Europeu Sem Carros

A notícia diz:

O ministro do Ambiente, Amílcar Theias, disse hoje que o "Dia sem carros" "não significa necessariamente" ausência de automóveis nas cidades e explica que o considera um apelo à consciência ambiental dos cidadãos.
O ministro, que fez esta manhã o percurso a pé entre a rua do Século, onde se situa o ministério do Ambiente, e a Câmara Municipal de Lisboa, garantiu aos jornalistas ter utilizado o metropolitano para se deslocar até ao local de trabalho.


Concordo plenamente!!! Tem toda a razão, senhor ministro!

"O Dia sem Carros" pode significar que se eliminam os trabalhos de jardinagem porque têm carrinhos de mão; ou proibem-se as criancinhas de brincar com os carrinhos da Hot Wheels; ou as bordadeiras deixam de ter as linhas enroladas em carrinhos, por exemplo.
´
Mas também foi bonito saber que o senhor ministro andou a pé... Foi uma extravagância!

Aqui entre nós, senhor ministro, que ninguém nos escuta: "A descer todos os santos ajudam", não foi?

(As notícias não nos dizem como foi realizado o regresso, pois a subida, para quem não conhece o trajecto, é longa e íngreme.)


Dia Europeu Sem Carros

Numa iniciativa sem precedentes, os Ministros da União Europeia anunciariam hoje as seguintes medidas, que seriam obrigatórias em todos os estados membros:

1) Aumentar os incentivos fiscais para a compra de bicicletas, trotinetas e outros veículos não motorizados.

2) Equipar todas as frotas de transportes públicos com veículos não poluentes.

3) Criar o bilhete único, válido para todos os transportes públicos, em todas as áreas com estatuto de cidades. Este bilhete deve incluir, nos serviços que disponbiliza, o estacionamento para uma viatura em parque instalado em zona suburbana.

4) Obrigar todos os serviços públicos a utilizar veículos não poluentes.

5) Eliminar todos os impostos que incidam sobre veículos que não consumam combustíveis fósseis.

6) Converter para não poluirem, no prazo máximo de 30 dias, as frotas automóveis dos Ministérios, Primeiros-Ministros, Presidentes da República ou Monarcas, Deputados e diplomatas.

7) Obrigar todas as altas individualidades a realizar as suas viagens de longo curso em combóio, sempre que essa alternativa exista.


Estas medidas coincidiriam com o espírito oficial do Dia Europeu Sem Carros.

Então, POR QUE NÃO SÃO INSTITUÍDAS?

21 setembro 2003

Um caso de insónia resolvido

A notícia diz:
"Brigitte Bardot procura 50.000 carneiros embarcados num 'navio da morte'"

A actriz confessou-nos:
- Lembro-me de estar a ver um daqueles filmes de terror, com um barco. Fiquei petrificada de medo. Não conseguia dormir. Decidi, então, começar a contar carneiros e só me lembro de ter chegado aos 50.000. Depois, não me recordo de mais nada. Acordei com o despertador a tocar, às 10 horas da manhã. Ajudem-me, por favor. Onde se meteram todos os carneiros?
Notas da blogosfera

Chama-se Tuberculepra Cancerígena e é um dos membros da blogosfera brasileira. Sorteámos estas notas do dia 19 (que bem podia ser uma das nossas "Cenas da vida de um doente") e do dia 16 (que é uma deliciosa declaração), respectivamente.

Primeira (a de 19):

O médico liga para o paciente.

- Alfredo, seus exames ficaram prontos.

- E aí, doutor!? Tudo bem?!

- Bem nada, rapaz! Tenho duas notícias para te dar: uma delas muito ruim.

- Diz logo, me fala a ruim de uma vez!

- Você tem apenas 24 horas de vida!

- 24 horas? Meu Deus, não pode ser! - e depois de alguns segundos.

- E a outra?

- Tentei te ligar ontem o dia todo, mas só dava ocupado!


Segunda (a de 16):

Eu não gosto de mensagens melosas, mas... Eu li um artigo em uma revista que dizia :
"O caminho para encontrar a paz interior é terminar todas as coisas que
você começou."
Então eu olhei ao meu redor para ver todas as coisas que eu tinha começado
e não havia acabado.
Então, hoje, eu terminei com uma garrafa de vodka, duas de vinho tinto,
uma de Jack Daniel's, sete garrafas de rum com coca cola e o resto de uma
caixa de cervejas. Vocês não têm idéia o quão bem eu estou me sentindo. Bem
alto, pisando nas nuvens. Tente você também.



20 setembro 2003

Frase publicitária que sobrevive ao tempo

"3 filhos? Terá casado aos 15?"

Alguém se terá esquecido que:

- mulheres não casadas também podem ter filhos

- existem gémeos diferentes e que um deles até poderia padecer de problemas de crescimento

e que

- a moça observada pelo personagem da frase poderia ter simplesmente casado há 3 anos e adoptado os pequenos sem olhar à idade dos matulões.

19 setembro 2003

Cenas da vida de um ministro - 2

A peça tinha como argumento a Lenda d'O Faraó e o Ladrão.

Plateia cheia.

Na segunda fila, um ministro e a sua companheira das noitadas, dois Secretários de Estado, uma Directora-Geral, um Inspector de Finanças, um padeiro, uma escritora (de livros sobre etiqueta para gente de massa fina) e três borlistas amigos do encenador.

"O ladrão inteligente recebeu ainda mais recompensas. Não só recebeu a mão da princesa em casamento como foi feito ministro."

Ao ouvir estas palavras da boca do actor, o jovem ministro voltou-se para a sua companheira e perguntou:

- Querida! Você disse alguma coisa à Faces sobre o nosso casamento?

- Não, rico! Se calhar foi o guarda que estava à porta do teatro. Viu-nos entrar de braço dado...

- Amanhã vou pedir ao comandante dele para o substituir. Quer ir à piscina, amanhã?

- Claro, rico! Ainda não lhe mostrei o último fato de banho que mandei vir. Mas veja lá se se levanta mais cedo! Hoje, o feijão-verde teve de lhe ir bater à porta do quarto umas doze vezes.

- Que exagero, querida! Eu só me lembro de ter ouvido arranhar a porta umas cinco ou seis vezes. Pensava que era a empresa de decoração a arrastar os móveis e a pregar os quadros que a mãmã recebeu.

A conversa foi interrompida por uns quantos espectadores que, importunados pelos murmúrios do proto-casal ministerial, os mandaram calar-se.

Mortos por causas indeterminadas

A notícia diz:
"Sete mil portugueses morrem em cada ano por 'causas indeterminadas'".

Incrédulo, perguntei a um médico legista como tal era possível. A resposta foi:
- Há casos em que a gente pergunta ao morto como foi e ele recusa-se a responder-nos.

Há tipos muito casmurros... mesmo depois de mortos.

18 setembro 2003

Notas da blogosfera

O meu pipi está de parabéns pelo artigo publicado sobre James Bond, em 30 de Agosto.

(Co)Incidentemente, subscrevemos a análise sobre o cara. É, de facto, legítimo tirarem-se tais conclusões.

Ser criativo não rende - 1

A notícia diz:
Um grupo de cerca de dez indivíduos usou ontem de madrugada um estratagema inédito para assaltar os ocupantes de duas viaturas na Cova da Moura, Buraca, concelho da Amadora. (...) Os delinquentes fizeram uma barricada numa rua do bairro – usando pneus velhos, pedras e um sinal de trânsito – e obrigaram os automobilistas a parar, assaltando-os depois com recurso a ameaças e, num dos casos, agressões físicas.
(...) Entre as três vítimas, o assalto rendeu ao grupo uma carta de condução, um bilhete de identidade, um cartão Multibanco, dois telemóveis e 20 euros em numerário.


Eis a prova de como a produtividade em Portugal é tão baixa. Então dez (10) "operários" munidos de enorme criatividade só produziram 20 euros? Depois de tanto trabalho de logística e tanta matéria prima consumida?

Depois admiram-se que o pessoal faça greve, reclame os salários e garanta que clientes não faltam!

O empreendedor responsável devia ser despedido! Já!!!
Cenas da vida de um automobilista - 1

A estrada é uma autêntica passagem de modelos!!!

Há dias, numa das nossas vias rápidas onde se anda a 30 Kms/hora, uma jovem despertou a atenção de todos quantos por ela passavam.

Ela, bem maquilhada, conduzia atenta um topo de gama, duas mãos ao volante, "no cell phone", vidro meio aberto, sem passageiros,...

De anormal, apenas uma escova pendurada no cabelo, como se de meia armadura bovina se tratasse.

Meio mundo percebeu que a dita senhora não tinha tido tempo em casa para completar o seu visual, outro meio diagnosticou que o cabelo da moça havia ficado desalinhado na noite anterior e talvez fosse difícil de pentear, mas poucos contiveram um sorriso ou um comentário.

É de se lhe agradecer ter-nos oferecido o privilégio de começar um dia sem monotonia.

16 setembro 2003

O lixo não se deita para a rua porque...

Homem, menos de 30 anos de idade, inglês, instalado em "comissão de serviço" num dos principais institutos de línguas presentes em Portugal. Bem podia ser esta a apresentação do protagonista desta pequena história.

Uma noite, conversávamos sobre as diferenças de hábitos entre portugueses e ingleses. Falávamos da alimentação, das farras, da educação, da indumentária, do ensino, ... mas quando chegámos à higiene, a conversa aqueceu!

É que de Londres sempre chegaram histórias de portugueses que não podiam tomar o tão desejado banho diário, porque as senhoras detentoras dos quartos lhes cortavam a água da banheira.

O nosso interlocutor acenou afirmativamente, reconheceu que foi uma das boas maneiras que havia assimilado durante a sua estadia em Portugal. E, em jeito de vingança, lembrou-nos o péssimo hábito que o português tem de atirar o lixo para a rua.

E acrescentou:
- Em Inglaterra, nos combóios, atiramos o lixo para o chão porque todos os dias há gente cujo trabalho é limpá-lo. Agora, na rua, quem o limpa?

12 setembro 2003

Recebemos este mail - 2

JS é nosso leitor e ofereceu-nos o segundo episódio da sua saga pelos serviços públicos:

É só para informar que já fui à DGAE indagar sobre os reais motivos da minha situação e o esclarecimento foi o seguinte:

"Só alargámos o prazo de reclamações nos casos em que as escolas nos comunicaram por fax a recepção tardia dos verbetes."

Quando lembrei que a minha escola havia inscrito essa informação no ofício que acompanhava a reclamação, a resposta foi:

"Pois foi, mas não veio por fax. Por isso, não lhe podemos fazer nada!"

Será que, em alguns serviços públicos, um fax vale mais que um ofício?


Nota do Coincidente: Eh! Eh! Eh! Não confirmo nem desminto!

11 setembro 2003

A transversalidade do ensino

A aula é de trabalhos manuais. Todos realizam a tapeçaria, que dura, dura, dura mais que as pilhas anunciadas na TV.

A aluna, concentrada no seu tapete, manuseia a agulha e a lã com uma agilidade estonteante, como se estivesse a competir por um emprego de bordadeira em Arraiolos.

Sem que alguém o pudesse prever, pára, levanta a cabeça e procura a professora. Ao vê-la, endireita-se na cadeira e põe o dedo no ar.

A professora aproxima-se e pergunta-lhe em que pode ajudar. A menina, a melhor da sua turma do sexto ano, dispara:
- Stôra! Como é que as ilhas flutuam?

Toda a turma congela, ao ouvir a questão colocada. Uns riem, outros mantêm-se calados. A jovem professora ensáia, então, uma explicação baseada na tese de que "as ilhas são montes rodeados de água por todos os lados".

Quando a campaínha toca, a aula acaba, todos arrumam as suas coisas e abandonam a sala. A professora, antes de sair, descobre um papel no chão e apressa-se a apanhá-lo para o deitar fora.

Mas, curiosa, desdobra-o e verifica tratar-se de um esboço a lápis. Nele se identifica uma mulher nua deitada e quase totalmente coberta de água. Por baixo, estava uma inscrição:
"As ilhas são montes rodeados de água por todos os lados!"

2761 dias

Ao passar em frente à Procuradoria Geral da República, não deixo de reflectir no sentido da nossa existência: como seres humanos, como povo, como país, como civilização.

Não, não se trata de uma qualquer reflexão sobre a pedofilia ou sobre o caso Moderna ou ainda sobre uma qualquer declaração de circunstância de um qualquer político ou jurista da nossa praça.

O ex-libris, entre o Largo do Rato e a Imprensa Nacional, já não é o polícia sinaleiro, mas sim um casal paciente e simpático que diariamente marca presença à porta da Procuradoria Geral da República.

Até há algumas semanas, mantinham um enorme pano aberto com a história do seu caso e a todos os que os abordam, contam quase mecanicamente toda a sua situação, enquanto folheiam vezes sem conta os Códigos Civil e Penal à procura de uma solução que tarda:
“Tínhamos uma vida igual a todas as outras, até ao dia em que um juiz e um notário me mataram e deserdaram a minha mulher, passaram os nossos bens para os seus nomes e... agora não temos nada mais a fazer, senão estar aqui todos os dias para lembrar que ainda existimos.”

Hoje, eles continuam lá, das 8h às 17h, mas já não têm o pano aberto porque a polícia lhos tem tirado nos últimos dias.

Tal como se diz que acontece com algumas mulheres-a-dias, as autoridades políticas e judiciais varrem alguns dos problemas que enfermam este país para debaixo do tapete, na esperança de que eles passem despercebidos ou, quem sabe, na esperança de que as vítimas morram realmente e não tenham de receber as justas indemnizações pelos erros que as fazem penar enquanto vivas?

A dignidade do ser humano, a coesão de um povo, a identidade de um país e a solidariedade e justiça, pedras basilares da civilização cristã e ocidental, exigem que casos como este sejam realmente resolvidos.

Gostava de ter tido criatividade suficiente para inventar esta história, mas ela é mesmo real e vai sedimentando dia a dia,... desde há mais de sete anos,... no coração do país,... à porta das nossas autoridades.

06 setembro 2003

Recebemos este mail - 1

Fui gravemente prejudicado pela cadeia de apoio e verificação do preenchimento da candidatura e pelos incumprimento descarado e intransigência da DGAE.

- 11 de Junho entreguei toda a documentação necessária para a candidatura ao concurso, incluindo as contagens de tempos de serviço do oficial e do particular.

- "7 de Agosto, véspera do prazo Regulamentar para as reclamações" (segundo se lê no ofício escrito pela Escola em 12/08 à DGAE), os verbetes chegaram à Escola. Verifico então, que a contagem de tempo de serviço estava mal... em vez dos 1432 dias, estava 0 (ZERO).

- 11 de Agosto, preencho e entrego na Secretaria da Escola, conforme indicação telefónica da DGAE, o pedido de reclamação.

- 12 de Agosto, a escola envia em carta registada (julgo que com aviso de recepção) para a DGAE o ofício que salientava que "aquando do envio do boletim de concurso, com o respectivo processo, já tinham sido entregues o certificado e a declaração que agora enviamos".

- 19 de Agosto, o pedido de reclamação deu entrada com o número 3029.

- 29 de Agosto, alguém determinou "Nada a considerar, reclamação extemporânea."

- 30 de Agosto, alguém despachou "Concordo".

- 1 de Setembro, alguém comunicou pelo correio.

- 3 de Setembro, verifiquei que não fui colocado e depois dessa novidade, recebi a cópia do pedido de reclamação, com os elementos acima expostos.

O erro deveu-se à inexistência de cálculo, que deveria sido realizado pela Escola, à não verificação desse erro pela DREL de Setúbal e à característica caricata de um programa de computador (responsável pelo concurso), que não verifica que um professor se candidata com menos tempo de serviço que em concursos anteriores.

Porque entendo ser meu dever de cidadania contribuir para que situações idênticas a esta não voltem a ocorrer no futuro, todos os elementos referentes a este caso serão remetidos para o Sr. Ministro da Educação e outras entidades responsáveis pela verificação da actuação da administração pública e do governo.


Nota do Coincidente: Até parece um dos nossos textos!!! Boa sorte, JS! Vai-te a eles!
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